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Quem não se comunica...

Relatório do Índice de Percepção do Cumprimento da Lei IPCL Brasil do primeiro trimestre de 2015 (levantamento feito pela FGV) aponta que a imprensa escrita é considerada a terceira instituição mais confiável pelo brasileiro. As emissoras de TV aparecem em sexto lugar. Constatar a credibilidade da imprensa em tempos de internet, redes sociais, informações em tempo real e interatividade plena leva a uma reflexão sobre o futuro (e o presente) dos meios de comunicação no Brasil e no mundo.

Vivemos a realidade de uma geração que já nasceu conectada, usando smartphone aos três anos de idade e ensinando os pais a utilizarem o Facebook ou o Instagram aos 10 anos de idade. No entanto, a informação ainda precisa ter uma fonte de credibilidade. Pelo menos para os adultos e jovens adultos (acima de 18 anos) que foram ouvidos na pesquisa.

A internet modificou a forma como nos relacionamos com a informação. Na verdade, a internet mudou a forma como nos relacionamos com o mundo, com o vizinho, com os filhos, com os pais, com os amigos. Para o bem e para o mal. Mas o problema está na internet e nas redes sociais ou na forma como as pessoas se relacionam com ela?

Voltemos à informação e aos veículos de comunicação. As redes abriram espaço para o questionamento. Qual ou quais notícias realmente correspondem à realidade? O telespectador, ouvinte, leitor, virou fonte e pauteiro. O “cinegrafista amador” sou eu, é você, é qualquer um com um smartphone na mão. Vejamos as tragédias filmadas e retratadas em tempo real, as crises provocadas por um mal atendimento filmado no celular, a intimidade exposta por um áudio ou por um vídeo revelador. Quem é, afinal, o veículo de comunicação? Quem produz a informação? Eu, você e todos nós.

De que forma os veículos se prepararam para esta realidade? Nossos jornais impressos retratam a nova comunicação ou continuam noticiando na segunda-feira o resultado do jogo de futebol realizado no domingo e já comentado minuto a minuto no Twitter, no Facebook e no Whatsapp? A realidade é que vemos grandes veículos de comunicação minguando aos poucos, reduzindo páginas, demitindo profissionais, perdendo espaço para blogs, sites, portais ou até mesmo perfis das redes sociais, que reúnem milhares de seguidores.

Compartilhamentos, curtidas, comentários. As redes sociais mudaram a forma como as pessoas leem as notícias. E, principalmente, como avaliam esta notícia. Transparência é a palavra de ordem. E vale para todo mundo: para o jornalista, para as empresas, para os governos e figuras públicas. Nunca a frase que eternizou Chacrinha esteve tão em alta: “Quem não se comunica, se trumbica”.

As redes sociais pedem transparência, pedem respostas rápidas, pedem mais informação e menos burocracia. Mas as redes sociais também viraram “terra de ninguém”. Oferecem espaços para ofensas, bullying cibernético, exposições desnecessárias, humilhações, racismo e preconceito. Temos muito a aprender. Como usuários da rede e como sociedade.

A comunicação está em transformação. Ou sempre esteve. Talvez, desde que Joseph Henry e Samuel Morse, em 1835, inventaram o telégrafo. Ou pode ter sido com o primeiro veículo que se tem conhecimento: a gazeta romana Acta Diurna (Realizações Diárias), lançada pelo Imperador Júlio César, em 59 a.C. Ou foi quando Mark Zuckerberg e seus amigos criaram o Facebook, em 2004? A sociedade está em transformação. Ou sempre esteve. Desde que aprendemos a nos comunicar. Ou ainda estamos aprendendo.

#Comunicação

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